KDE Lovelace

KDE Women no GSoC

Publicado por: Aracele Torres em: 24/06/2011

Desde 2005 acontece o Google Summer of Code (GSoC), um programa organizado pela Google com o objetivo de oferecer a estudantes desenvolvedores, de diversas partes do mundo, suporte financeiro para que eles possam desenvolver projetos Open Source. O KDE tem participado do programa desde sua primeira edição e conseguido um número significativo de projetos aprovados. Esse número tem aumentado a cada edição. Resolvi dar uma olhada no histórico da participação do KDE no GSoC para ter uma noção da participação feminina no programa. Fiz uns gráficos que ilustram o crescimento de projetos do KDE aprovados ao longo desses 7 anos e a diferença gritante entre o número de mulheres e o de homens. Infelizmente, a participação feminina ainda está muito abaixo do que gostaríamos.

Ao longo desses 7 anos de programa a  participação feminina não chega nem a 5%. Mais de 90% dos projetos aprovados são de homens. Precisamos encontrar formas de incentivar as mulheres a participarem desse, e de muitos outros, projetos.  Meninas, precisamos ocupar os espaços! E se a vontade de participar bater, procurem a Camila Ayres (@camilasan) e pergunte como. Camila teve seu projeto sobre Umbrello aprovado no GSoC desse ano. Parabéns à ela! ;) E parabéns à todas as meninas do KDE que estão por aí tentando ocupar os espaços.

Você pode conferir os dados dos projetos aprovados de 2005 pra cá na página do GSoC: http://code.google.com/intl/pt-BR/soc/

KDE e Google Code-in

Publicado por: Camila San em: 09/01/2011

O Google Summer of Code foi um grande sucesso para o KDE nos últimos seis anos. Em 2010 também participamos do Google Code-in, um concurso semelhante ao GSoC mas para alunos do ensino médio com idades entre 13-18. E o resultado não foi diferente :)

No último final de semana finalizamos mais uma tarefa entre as 300 já concluídas para o Google Code-in: a produção do vídeo “Be Free with KDE”. O vídeo foi produzido pelo estudante Claudio Desideri com a ajuda do mentor do projeto, Jorge Salgueiro.

Você pode conferir o resultado no Canal do KDE-Promo:

  1. O Google Summer of Code foi um grande sucesso para o KDE nos últimos seis anos. Em 2010 também
  2. participamos do Google Code-in, um concurso semelhante ao GSoC mas para alunos do ensino médio
  3. com idades entre 13-18. E o resultado não foi diferente :)
  4. No último final de semana finalizamos mais uma tarefa entre as 300 já concluídas para o Google Code-in:
  5. a produção do vídeo “Be Free with KDE”. O vídeo foi produzido pelo estudante Claudio Desideri com a ajuda do
  6. mentor do projeto, Jorge Salgueiro.
  7. Você pode conferir o resultado no Canal do KDE-Promo no YouTube:
  8. http://www.youtube.com/watch?v=6tw2JOuct7k&feature=player_profilepage

O semestre mais longo que eu já tive.

Publicado por: Camila San em: 24/12/2010

Após um semestre muito looongo… com boas notícias e más notícias, eu acho que sobrevivi (novamente), e aqui eu estou para tentar contar em poucas palavras o que eu venho fazendo.
Em novembro, o KDE Brasil esteve presente na VII Conferência Latino Americana de Software Livre, onde dei uma palestra: “O KDE precisa de você: como começar a contribuir” – você pode ver fotos do Latinoware aqui.

Apenas alguns dias antes de começar o Latinoware, eu pedi sugestões específicas de onde as pessoas podem começar a ajudar, em algumas listas de e-mail do KDE. E algumas pessoas sugeriram links interessantes para newbies conferirem e escolherem algo para começar a fazer para o KDE:

https: / / bugs.kde.org/semanais-bug-summary.cgi
http://techbase.kde.org/Contribute/ImportantWorkToBeDone

Além disso, Aracele e eu estamos juntando esforços na tradução da Techbase e da Userbase para o Português. Já traduzimos algumas páginas, mas ainda há muito trabalho…portanto, se você fala português, sabe inglês e quer melhorar seus conhecimentos de inglês e KDE, você está convidado a nos ajudar! Essa é uma boa maneira de começar a contribuir =)

E código? Com a ajuda do Millian eu corrigi alguns bugs no meu plugin para o Quanta e implementei algumas melhorias, como você pode ver no screencast abaixo:

http://code.google.com/p/pagepreviewplugin/

E o pessoal aqui em Porto Alegre já estão organizando o FLISOL 2011 (Festival Latino Americano de Instalação de Software Livre), no qual eu já estou envolvida e fazendo planos para uma palestra. Então se você está aqui perto e quiser ajudar ou dar uma palestra, entre em contato conosco ou você também pode organizar um FLISOL na sua cidade ;)

IV ENSL – EU FUI

Publicado por: Amanda Oliveira em: 09/11/2010

Eu com o banner do evento

Eu com o banner do evento

 

Um dos melhores eventos de Software Livre que já participei para não dizer o melhor foi o IV ENSL – Edição Natal.

Graças aos esforços e compromisso da galera  do PSL-RN o evento estava extremamente organizado e animado,  com  ótimas palestras,  mini-cursos, debates e até brindes.

Muitas figurinhas repetidas e amadas  na esfera  do Software Livre estavam por lá, como: Julio Neves,  Karlisson,  Helio Castro, Sandro Andrade dentre outros.

A minha palestra foi a primeira do III Fórum KDE Brasil cujo tema foi KDE – Vista a Camisa! A intenção foi mostrar os diversos motivos para que as pessoas contribuam  para  projetos livres e as diversas formas de  realizar essas contribuições  mesmo não sendo  da área de tecnologia.

Todos participantes do  KDE Brasil que estavam presentes na palestra deram um breve depoimento sobre o porquê de participarem do Projeto KDE, muitas coisas legais foram citadas como reconhecimento,  trabalho em equipe, interatividade social  (vulgo “Butecada com os amigos”) e aprendizado com os melhores profissionais do mundo inteiro.

A segunda palestra com a Aracele Torres  foi mais um bate papo sobre as mulheres na TI ou mulheres fora da TI,  as meninas participantes  deixaram bem claro que existe o preconceito sim e até muitas vezes vem da própria instituição de ensino que deveria acolhê-las ao invés de combatê-las.

A tarde tivemos mais palestras sobre KDE  e no dia seguinte mini-cursos de QT, D-Bus e Plasmoid todos devidamente lotados. =)

No final do segundo dia tivemos a entrega dos brindes,  rolou uma enquete feita pelo Sandro Andrade que  movimentou os participantes  onde  até o Konqi virou Kico,  coitado. =p

Sobre Natal não preciso dizer que é o lugar mais bonito que já conheci,  uma praia que dá gosto de admirar.

Agora é esperar a Camila San arrebentar na Latinoware!!!

III Fórum KDE Brasil Edição Nordeste: Good Vibrations!

Publicado por: Aracele Torres em: 09/11/2010

Olá gente!

Depois de meses organizando a edição Nordeste do III Fórum KDE Brasil finalmente ela aconteceu e foi muito boa. As nossas palestras e mini-cursos foram bastante movimentados e acho que o público gostou de ter conhecido o KDE. Quem ainda não tinha ouvido falar em KDE ou Qt pôde ter uma noção do que eles são e de como funciona a nossa comunidade. O Sandro Andrade (KDE-BA) deu uma palestra sobre desenvolvimento para o KDE e um mini-curso sobre Qt básico, que acredito deve ter despertado a curiosidade de muita gente pelo KDE. Também tivemos a palestra do Helio Castro (http://www.kdedevelopers.org/blog/74), “Redescobrindo o KDE”, onde ele falou sobre o que era o KDE, o que ele é atualmente e o que ele pretende ser no futuro.

 

Mini-curso Qt básico - Sandro Andrade

Palestra Redescobrindo o KDE - Helio Castro

O Paulo Rômulo falou sobre o KDE no Google Summer of Code, um bom programa de incentivo para quem quer produzir software livre. E o Anselmo Melo do INdT falou sobre Qt/KDE em dispositivos móveis. Também tivemos a palestra do Chicão (KDE-PI) sobre o Krita e o mini-curso do Lamarque (KDE-MG) sobre Dbus. O Sandro ensinou também como fazer um plasmoid usando javascript em apenas 20 minutos. Por fim tivemos a nossa palestra sobre o Lovelace, apresentada por mim e pela Amanda, que acredito teve uma boa repercussão. O público participou bastante da discussão. Agora vamos esperar pra ver se teremos novas colaboradoras interessadas no Lovelace.

 

KDE no GSoC - Paulo Rômulo

 

Palestra KDE: vista a camisa! - Amanda Oliveira

Eu também palestrei sobre o projeto de tradução do KDE. Gostei muito da minha palestra, acho que deu pro povo ter uma noção de como a coisa funciona e de que qualquer um que estiver disposto pode colaborar. A Amanda palestrou sobre promo e colocou a gente pra dar depoimento sobre porque vestimos a camisa do KDE. No final de tudo fizemos um encerramento com sorteio de brindes, camisas e adesivos do KDE. O evento foi uma boa oportunidade para apresentarmos o KDE ao pessoal do Nordeste e para estreitarmos os laços com a comunidade KDE Brasil. A expectativa é que a nossa comunidade possa crescer depois desse evento. Esperamos ansiosos por novos colaboradores.

 

Eu no encerramento do Fórum

Entrega de brindes do KDE

Mais fotos do Fórum aqui no nosso Flickr: http://www.flickr.com/photos/kdebr/sets/72157625336463582/

Os slides das minhas palestras podem ser baixados aqui: http://kdelovelace.wordpress.com/material/

Vídeos e apresentações Akademy 2010 – parte 2

Publicado por: Camila San em: 02/11/2010

Já faz algumas semanas que o pessoal do KDE-Promo começou a subir os vídeos das palestras do Akademy para o canal kdepromo no Youtube (antes só estavam disponíveis para download no formato .ogv).

Gostaria de destacar duas palestras:

Vejam as outras também! Vale a pena ;-)

Happy Newbies

Publicado por: Camila San em: 14/10/2010

Um dia desses eu estava procurando na nossa Techbase mais informações sobre os Junior Jobs e encontrei uma página com dicas muito interessantes para newbies começarem em projetos do KDE sem desanimar no meio do caminho!

Agora você também encontra a mesma página, em português, no br.kde.org:

Não se abale com comentários negativos:

- Você vai encontrar uma grande variedade de culturas em nossa comunidade, o que significa que você vai passar por pessoas que parecem quietas, distantes ou mesmo ofensivas as vezes. Lembrem-se que em qualquer cultura, geeks tendem a não ser muito sociáveis.

- Continue tentando, mesmo se alguém disser que a sua contribuição não é importante, isso vai ajudar a você a aperfeiçoar os seus conhecimentos e você vai ganhar mais experiência com isso.”

Leia todas as dicas aqui: http://br.kde.org/Happy_newbies

Se animou?
Então, não deixe de entrar em contato com a gente, entre no IRC  – #kde-brasil e #kde-lovelace, na nossa lista de e-mails – https://mail.kde.org/mailman/listinfo/kde-br, ou deixe um comentário abaixo.

E seja muito bem vindo! :D

Projetado para não escalar

Publicado por: Camila San em: 11/10/2010

(Este é o segundo post do convidado Asheesh Laroia do OpenHatch, um “mecanismo de participação no open source”. OpenHatch é um website e também um  projeto em andamento para ajudar os novos colaboradores a encontrarem o seu lugar em projetos de software livre. Se você gosta deste tipo de coisa, você pode se inscrever no blog do OpenHatch ).

OpenHatch

Para a maioria dos projetos open source, apenas um novo contribuidor já significa um incrível aumento de energia. Como um membro do time, o que você pode fazer para encontrar essa pessoa?

Normalmente, nós configuramos computadores para conversar com potenciais colaboradores. Este  ”escala” – um novo colaborador solicita uma página da wiki ou procura no localizador de oportunidades para voluntários do OpenHatch, e você não precisa fazer absolutamente nada. Se as coisas funcionam, os patches fluem.

Desta vez, eu quero falar sobre estratégias de divulgação em que o esforço humano é o gargalo.

Fedora Design Bounties

Com o objetivo de trazer um novo colaborador, Mairin Duffy, por vezes, escreve um “Projeto Fedora Bounty”, um longa descrição de algo que ela poderia fazer sozinha.

Olhe para o primeiro e você terá uma noção do processo. Ela criou uma página web e discutiu um tema específico (ao invés de simplesmente linkar para um ticket). Ela destacou uma tarefa específica para um iniciante e forneceu uma demonstração de porque aquilo é importante para que o trabalho seja realizado. A seção “O que tem nele para você?”, explica como será muito legal se você fizer isso.  Finalmente,  o concurso: qualquer um pode tentar trabalhar nele por 48 horas, e se não tiverem êxito, a próxima pessoa da fila ganha uma chance.

Em seguida, ela cruzou os dedos, clicou em “publicar”, e esperou ansiosamente.

Neste caso, houve um grande número de respostas. Dentro de poucas horas, um sujeito chamado Jef conseguiu “a recompensa”, e alguns dias depois, Mairin o parabenizou pelo êxito.

De uma perspectiva, suas ações eram incompreensíveis. Se ela queria alguém para ajudá-la, por que não  penas registrar no Fedora Trac? Se ela queria publicá-lo, por que gastar horas escrevendo tudo isso e fazer um concurso, quando ela poderia ter colocado no blog um link para o ticket?

E todo esse tempo, Jef poderia ter aplicado suas habilidades de design para o trabalho da equipe, procurando por uma passagem adequada no tracker. Por que não?

Há alguns apectos intrigantes na estratégia dela:

  1. Seus pedidos de ajuda soam extraordinariamente humanos. Ela  detalha as ferramentas que devem ser usadas e os documentos para ler. Esse tipo de informação (e o tom usado) não é sequer apropriada para um ticket tracker.
  2. Criando um concurso com tempo limitado, criou-se uma sensação de urgência. O concurso  é uma oportunidade para o auto-aperfeiçoamento, e não um “finalizado” em vermelho marcado em um bug tracker.
  3. Ela trabalhou para colocar a sua solicitação na frente de muitas pessoas. O concurso apareceu no Planet Fedora, Planet GNOME, e no seu microblog.

E deu certo. Ela conseguiu contribuições duradouras. Jef e Emily, os dois bem-sucedidos “ninjas”, passaram a contribuir para a equipe do Projeto Fedora equipe de outras maneiras. (Jef ainda conseguiu um estágio na Red Hat!)

Um ambiente de apoio com pessoas amigas e recursos “emprestados”.

Na faculdade, eu liderei a Johns Hopkins Association for Computing Machinery, nosso clube de computador, por alguns anos. Quando eu era presidente no fim de 2005, os computadores dos alunos nos dormitórios não podiam rodar servidores, o firewall deveria bloquear as conexões de entrada para eles. Um calouro entusiástico-ainda-tímido apareceu e parecia que ele queria mexer com o funcionamento de uma máquina Linux. O escritório da ACM é um ótimo lugar para isso, e tínhamos hardware de sobra nas prateleiras. Mas nós estávamos ficando sem endereços IP e, a maioria das máquinas existentes estavam muito críticas para eu entregar o o acesso root para um calouro.

Nós tivemos sorte quando encontramos um computador descartado no corredor. Uma etiqueta declarou seu hostname, sea.cs.jhu.edu. Nós o trouxemos de volta para o escritório da ACM. Desde que nenhuma outra máquina estivesse usando aquele endereço IP, decidimos continuar a usar o endereço até que alguém se queixasse. Então, o plugamos, instalamos um novo sistema operacional nele, e ele teve que se mexer.

Agora, cinco anos depois, ele é um desenvolvedor de DragonFly BSD e contribui com patches para Ogg Theora, Plan 9, e uma série de outros projetos.

A presença de geeks do Linux no escritório da ACM forneceu um ambiente que incentivou a fazer perguntas e tentar projetos pessoais.

E se a ACM tivesse sido desativada? O firewall restritivo Hopkins teria bloqueado a sua capacidade de experimentar com SSH e aprender sobre sistemas Unix-like. E o endereço IP de reserva (ainda que duvidoso) significava que os administradores de sistemas da ACM nunca haviam tentado reutilizar a máquina para servir totalmente aos membros da ACM.

(Além disso, acho que o endereço IP está em desuso novamente…)

O que eu aprendi com esses exemplos

O Projeto Fedora Bounties e a incubadora de estudantes na sociedade de computação são atividades demoradas. Necessitam de uma grande quantidade de esforço, restritas dentro de um curto período de tempo, eles atingem um número pequeno de pessoas.

Mas para aquele pequeno número de pessoas, eles podem ter um impacto enorme.

Para um líder do projeto, como Mairin, um novo colaborador pode aumentar o nível de energia da comunidade. Tendo isso como sua meta, trabalhar duro para encontrar novos colaboradores faz todo sentido. Eu acredito que há outros projetos em situações semelhantes, assim Danny Piccirillo e OpenHatch estão incubando um projeto semelhante chamado Starling Bounties. Para provar à comunidade que isto pode funcionar, nós teremos o esforço de escrever.

Para mim, ver as pessoas tendo acesso a  isso tem sido gratificante. Nem todos os alunos têm acesso a uma rede de apoio de conhecimento sobre open source. Portanto, este fim de semana passado, visitei a Universidade da Pensilvânia para tentar criar uma aqui. Com a ajuda de outros professores, demos a 30 alunos a instrução prática sobre GNU/Linux, git, IRC, e outros conceitos chave para a participação no open source.

Estes mecanismos só crescerão rápido a medida que as pessoas investirem seus esforços neles. Quando você deseja uma mudança substancial para alguém, deve demonstrar principalmente dedicação.

Obrigada

Depois de ler todas estas palavras, você deve estar exausto.  Pegue um copo com água.

Para vocês queridos leitores que conseguiram ler até aqui: O que vocês acham do Fedora Design Bounties? Vocês estariam interessados em tentar um Starling Bounty com seu próprio projeto? E eu quero ouvir sobre as coisas divertidas que você faz para ajudar a crescer a comunidade de software livre, mesmo que “não escale!”

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Você pode ler o texto original, em inglês, no blog da Lydia: Designed not to scale. Caso encontre algum erro na tradução, por favor, fique a vontade de nos avisar ;-)

Traduzindo o KDE

Publicado por: Aracele Torres em: 09/10/2010

Há um ano atrás eu não tinha a menor ideia de como poderia contribuir de forma direta para o KDE. Eu não programava e achava que essa era uma das únicas formas de ajudar, senão a mais importante. Mas eu estava enganada. Não imaginava que existiam tantas outras formas possíveis de colaborar com a comunidade do software que eu tanto gostava. Até que durante o Software Freedom Day Teresina de 2009 tive contato com o Sandro Andrade, desenvolvedor do KDE e membro do Live Blue, o KDE Bahia. Neste evento, o Sandro palestrou, entre outras coisas, sobre como e porque colaborar com projetos de software livre, citando o caso do KDE. Esse contato com ele foi decisivo para que eu descobrisse as inúmeras possibilidades de colaborar com um projeto de software livre e para que eu me engajasse na comunidade do KDE Brasil. Depois disso me inscrevi na lista de discussão do KDE-Br e fui acompanhando o que acontecia.

Pensei, o próximo passo é procurar uma área em que eu pudesse ajudar de fato na construção do KDE. E eram muitas. O Sandro havia nos explicado durante sua palestra que não só de programadores era feito o KDE, mas também de empacotadores, tradutores, artwokers, testadores, promoção e etc. Dentre estas possibilidades acabei escolhendo colaborar com as traduções. Era a que eu tinha mais habilidade e também funcionaria como uma forma de aperfeiçoar o meu inglês. Feita a escolha, restava agora me informar sobre como poderia proceder para ajudar nas traduções. Fui até a página do KDE Brasil na seção Projeto de Tradução. Lá pude encontrar todas as informações necessárias sobre o team de tradução pt-br e seu funcionamento. Me inscrevi na lista do team e me apresentei como voluntária. Depois, seguindo o tutorial que há no site, configurei o meu ambiente de tradução e comecei a fazer as minhas primeiras contribuições para o KDE. A sensação foi maravilhosa. Saber que está contribuindo para que as pessoas tenham um software cada vez melhor é muito bom.

Aconselho a todos que se interessam em colaborar com o KDE ou com qualquer outro projeto de software livre, procurar uma área com a qual você se identifique, uma área na qual você tenha habilidade e se envolver. Você não precisa ser um expert nessa área, afinal de contas o processo de colaboração é também um processo de aprendizagem.

E meninas, fica a dica pra vocês, no team de tradução só tem euzinha de mulher. Vamos ocupar os espaços e mostrar que nós também podemos colaborar. ;)

Canal IRC do KDE Lovelace

Publicado por: Aracele Torres em: 06/10/2010

A prática de usar o IRC (Internet Relay Chat) para a comunicação entre os membros das comunidades de software livre já é tradição. Os canais do IRC funcionam como um espaço onde as comunidades podem fazer reuniões, tirar dúvidas dos usuários, receber sugestões e por aí vai. Nós do KDE Lovelace também temos nosso canal, é #kde-lovelace na rede freenode. Gostaríamos de convidar a todas  interessadas para ocuparem mais este espaço.

A nossa ideia é que ele possa servir como um espaço mais confortável e mais acolhedor para as meninas do software livre. Um espaço onde elas poderão se sentir à vontade pra perguntar, sugerir, pra intervir, sem passar pelo constrangimento de ser discriminada por ser mulher. A gente sabe que isso acontece muito em canais IRC por aí. Eu mesma já fui vítima do machismo e do preconceito no IRC. Não raras vezes fui assediada ou mal tratada por alguns usuários desses canais. O machismo ainda é muito forte nestes espaços, não generalizando, mas ainda há neles muitos homens que nos tratam como “incapazes” de lidar com assuntos da área de TI. Enfim, num ambiente assim, qual a mulher se sente à vontade pra perguntar ou sugerir algo? Eu já fiquei constrangida muitas vezes e abandonei até alguns canais por isso.

Por esses e por outros motivos criamos o nosso canal. A ideia não é segregar, aumentar mais ainda o abismo que há entre nós e os homens na TI, a nossa ideia é funcionar como um reforço para os canais que já existem e/ou uma alternativa pra quem não se sente à vontade neles. Então meninas, entrem no nosso canal, participem! Nós estaremos por lá pra ajudar vocês no que pudermos.

#kde-lovelace na rede freenode!

Sintam-se à vontade pra intervir!

Ah, e meninos, vocês também são bem-vindos, desde que não se comportem de forma preconceituosa.

 

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